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Editorial



Paraíba
07.07.2012 - 10:08:13
Câncer causa morte de Ronaldo Cunha Lima

 

O senador Cássio Cunha Lima, acaba de anunciar via Twitter o falecimento do seu pai, o ex-governador Ronaldo Cunha Lima, que estava em tratamento de um câncer no pulmão esquerdo e teve seu quadro agravado na manhã desta sexta-feira, 6. Na noite de ontem, a família havia decidido que não iria entubar o poeta e iria deixa-lo em casa.

“Os Poetas não morrem! O Poeta Ronaldo Cunha Lima, após uma vida digna, descansou”, postou o senador Cássio na rede social que agradeceu a todos que rezaram e prestaram solidariedade nos últimos dias. “Louvamos a Deus pela bela existência do Poeta Ronaldo e agradecemos a todos por toda solidariedade !”.

Poucos minutos antes de anunciar o falecimento de Ronaldo Cunha Lima, o senador postava em seu twitter mensagens de fé e esperança. “A sedação do Poeta foi aumentada para oferecer a ele o menor desconforto possível. Agradecemos toda solidariedade neste instante tão difícil. O Poeta continua sedado. A situação dele é grave. Muito grave. Manter a fé, preservar a esperança. O Deus que criou a vida, fez a morte”. 

O local do velório ainda não foi anunciado pela família.

O ex-governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima tinha 76 anos e estava sob cuidados médicos em seu apartamento na capital paraibana. Desde o ano passado, ele lutava contra um câncer no pulmão.

O estado de saúde de Ronaldo era considerado grave, porém estável, mas há pouco mais de uma semana e ele estava tendo dificuldades para respirar devido à falência de um dos pulmões. Nas últimas horas, ele vinha sendo mantido sedado e respirava com ajuda de aparelhos.

Durante a manhã desta sexta-feira (6) o filho do ex-governador, Ronaldo Cunha Lima Filho (candidato a vice-prefeito de Campina Grande na majoritária do PSDB), chegou a postar no twitter que o quadro de saúde do poeta havia piorado. "Ao lado do poeta, que infelizmente à noite apresentou uma piora. Uma sedação leve o mantém dormindo agora. Estamos todos em oração”.

No início da tarde, o empresário Savigny Cunha Lima concedeu entrevista a imprensa e avisou que não havia mais o que fazer, apenas aguardar. Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) se afastou das atividades do Senado Federal para acompanhar o pai nesta semana.

Biografia - Ronaldo Cunha Lima nasceu em Guarabira, no dia 18 de março de 1936. Estudou no Colégio Pio X e no Colégio Estadual do Prata em Campina Grande. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da UFPB. Casou-se com Maria da Glória Rodrigues da Cunha Lima com quem teve 4 filhos: Ronaldo Cunha Lima Filho, Cássio Cunha Lima, Glauce "Gal" Cunha Lima e Savigny Cunha Lima.

Em 1951, iniciou a vida como vendedor de jornais, depois como garçom, no restaurante do seu irmão Aluísio, trabalhou na Associação Comercial de Campina Grande, na Rede Ferroviária do Nordeste e no Cartório de D. Nevinha Tavares, tudo isso para custear os seus estudos e ajudar as despesas domésticas, porque o seu pai, pobre, faleceu muito cedo, deixando D. Nenzinha com a responsabilidade de criar e educar a família numerosa. Ronaldo também desde jovem, já demonstrava vocação para a política.

Filiado atualmente ao PSDB, Ronaldo Cunha Lima foi governador do Estado entre 1991 e 1994. Durante o período que governou o estado, cometeu tentativa de homicídio contra o seu antecessor, Tarcísio Burity, em um restaurante da capital João Pessoa, no episódio conhecido como "Caso Gulliver".

Foi senador da república entre 1995 e 2002 e deputado federal entre 2003 e 2007. Em outubro de 2007 renunciou ao cargo de deputado para não ser julgado pelo processo do Caso Gulliver no Superior Tribunal Federal (STF), o que provocou duras críticas do relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa.

No dia 26 de julho de 2011, seu filho Cássio Cunha Lima, anunciou ao público o dignóstico de sua doença. "O diagnóstico do poeta foi fechado: adenocarcinoma no pulmão esquerdo. Ele fará apenas radioterapia e ficará curado. Obrigado pela solidariedade", escreveu à época. O tratamento começou a ser realizado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, sob a coordenação do cirurgião torácico Riad Younes, mas o câncer se mostrou bastante agressivo.

 



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