O vereador socialista Ubiratan Pereira (Bira) ainda não conseguiu ter acesso a ata da reunião da Executiva do partido, realizada durante convenção no último sábado, que culminou com sua exclusão do quadro de candidatos da sigla nas eleições deste ano. O parlamentar vai realizar ato público "em repúdio a perseguição no PSB" e convoca militantes para comparecer ao auditório do Sintep nesta quinta-feira, às 18 horas.
Ontem, o juiz Inácio Jairo, da 2ª Vara Cível da Capital, concedeu liminar em que obrigava a legenda a entregar imediatamente o documento. “Esperamos ter acesso ao texto para que possamos avaliar os próximos passos com relação ao direito legítimo da candidatura”, disse Bira.
Na reunião, o PSB decidiu não dar legenda ao parlamentar para que ele pudesse concorrer à reeleição na Câmara de João Pessoa. Segundo a decisão judicial, o PSB pode ter que pagar multa de R$ 5 mil por cada dia de descumprimento.
“Nós estamos reivindicando um direito que é legítimo e válido. Obedecemos todos os requisitos mínimos e não há motivos para que o partido possa por obstáculos para obtermos o registro no TER”, continuou o parlamentar.
Ato público - O vereador convocou sua a militância para participar de um ato "em repúdio a perseguição política promovida pela direção municipal do PSB". A mobilização é uma reação à negativa de legenda para que ele concorra à reeleição. A decisão foi tomada no último sábado, 30, pela executiva municipal socialista por causa da dissidência do vereador, que se recusa a participar da campanha de Estelizabel Bezerra (PSB).
Intitulado “Deixa o povo votar”, o ato deve reunir os militantes que apoiam o mandato, além de políticos, artistas, lideranças e populares que estão solidários ao vereador Bira. “A história política paraibana nunca presenciou tamanha perseguição política. Conquistamos mais de 30% dos votos no Congresso Municipal, quando o necessário era apenas 5% para obtermos o direito de concorrer à reeleição. A direção municipal do PSB está pisando no estatuto do partido e patrocinando o ódio. Querem me punir porque tive coragem e fui coerente ao apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Luciano Agra.”