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Asplan repudia samba da Imperatriz e diz que letra denigre produtores rurais

Paraíba
10.01.2017 - 09:42:16
 
Asplan repudia samba da Imperatriz e diz que letra denigre produtores rurais
Carnavalesco Cahe Rodrigues
 
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) se uniu a diversas entidades ligadas ao agronegócio nacional e emitiu seu repúdio ao teor do samba-enredo e das peças publicitárias da escola carioca Imperatriz Leopoldinense para o desfile de carnaval no Rio de Janeiro deste ano. A letra do samba-enredo, segundo a entidade, além de denegrir equivocadamente a imagem dos produtores rurais do país, ainda os coloca como vilões da natureza. "Isso é inaceitável. Chamar quem coloca a comida na mesa dos brasileiros e quem mais gera emprego no campo e divisas para o país  de monstros é, no mínimo, uma indelicadeza com os produtores rurais do Brasil e nós não vamos aceitar isso calados", destacou o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.
           
Em nota, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) também, repudiou a postura da Imperatriz Leopoldinense. "Antes de qualquer coisa é preciso esclarecer e reforçar que o país do samba é sustentado pela pecuária e pela agricultura. Chamados de "monstros" pela escola, nós, produtores rurais, respondemos por 22% do PIB Nacional e, historicamente, salvamos o Brasil em termos de geração de renda e empregos", destaca um trecho da nota  da ABCZ.
            
Para o presidente da Asplan, é inadmissível que a maior festa popular brasileira, que é amplamente divulgada no país e exterior, sirva para denegrir a imagem de um setor tão importante para a economia nacional. "Nós não ficaremos inertes diante dessa injustiça. É preciso que os brasileiros não só enxerguem e reconheçam a importância do agronegócio, como se orgulhem dessa vocação de alimentar as pessoas, porque por trás dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros, há o trabalho de um produtor rural", finaliza o dirigente da Asplan.
 
O samba enredo "Xingu - O clamor que vem da floresta" gerou protesto de entidades ligadas aos produtores rurais. A principal crítica é porque a composição insinuou que a destruição da floresta, o domínio sobre a posse da terra em detrimento de índios e a poluição de rios está ligada à atividade produtora. O principal trecho da música questionado é esse: "O belo monstro rouba as terras dos seus filhos/ Devora as matas e seca os rios/ Tanta riqueza que a cobiça destruiu."
 
Clique aqui para ouvir o samba e ler a letra no site da Imperatriz Leopoldinense
 


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